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Liturgia do Dia

As leituras e orações da Missa de hoje

Tudo o que foi escrito, para nosso ensino foi escrito. Rm 15,4
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

Cor litúrgica: Roxo


Primeira Leitura — Jó 19, 1. 23-27a

Jó tomou a palavra e disse: “Gostaria que minhas palavras fossem escritas e gravadas numa inscrição com ponteiro de ferro e com chumbo, cravadas na rocha para sempre! Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne, verei a Deus. Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros”.

Salmo Responsorial — Sl 22(23)

Refrão: O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

— O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. — Para as águas repousantes me encaminha e restaura as minhas forças. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. — Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança! — Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda. — Felicidade e todo bem hão de seguir-me por toda a minha vida; e na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.

Segunda Leitura — 1Cor 15, 20-24a. 25-28

Irmãos: Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai. Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Com efeito, "Deus pôs tudo debaixo de seus pés". Mas, quando ele disser: "Tudo está submetido", é claro que estará excluído dessa submissão aquele que submeteu tudo a Cristo. E, quando todas as coisas estiverem submetidas a ele, então o próprio Filho se submeterá àquele que lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos.

Aclamação ao Evangelho

— Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Felizes os que morrem no Senhor! Agora podem descansar de seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham.


Reflexão Pastoral

Neste dia em que a Igreja, como uma mãe solícita, volta o seu olhar para todos os fiéis defuntos, somos convidados a elevar a nossa esperança para além do horizonte terreno. O Catecismo nos ensina que a Igreja peregrina, reconhecendo a comunhão de todo o Corpo místico de Jesus Cristo, desde os primeiros tempos da fé cristã, honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em favor deles, para que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus (CIC §1032). A morte, embora seja o fim da vida terrena, não é o fim da nossa existência, mas a passagem para a plenitude da Vida em Deus.

A promessa de Jó de ver o seu Redentor "na sua carne" ecoa profundamente em nossa fé na ressurreição dos mortos. São Paulo completa essa certeza ao afirmar que, se em Adão todos morremos, em Cristo todos reviveremos. Assim, a nossa saudade, vivida à luz da cruz, transforma-se em prece. Ao rezarmos pelos nossos entes queridos, reafirmamos nossa fé na vida eterna e na misericórdia infinita do Senhor, que deseja que todos sejam salvos e habitam na "casa do Senhor por tempos infinitos", como nos recorda o salmista.

Que esta comemoração renove em nós a vigilância do coração. Como nos exorta o Evangelho, devemos estar com as lâmpadas acesas, pois a nossa vida é uma espera ativa pelo Senhor. Que as nossas orações, sacrifícios e a celebração da Eucaristia sejam o testemunho vivo do nosso amor por aqueles que nos precederam com o sinal da fé, confiando-os à intercessão da Virgem Maria, Rainha dos Santos e Consoladora dos aflitos.